…necessitamos do Amor inesgotável, da Verdade e da Beleza ilimitadas.

“…necessitamos do Amor inesgotável, da Verdade e da Beleza ilimitadas.”

Estamos feitos de tal forma, que as coisas finitas nos deixam sempre insatisfeitos, porque precisamos de muito mais: necessitamos do Amor inesgotável, da Verdade e da Beleza ilimitadas.
Embora esse anseio seja irreprimível, podemos retirá-lo dos nossos horizontes e procurarmos o infinito naquilo que não no-lo pode dar. Querendo ter o Céu já na terra, esperamos e exigimos tudo dela e da atual sociedade. Porém, na sua intenção de extrair do finito o infinito, o homem espezinha a terra e impossibilita uma ordenada convivência social com os outros, porque os vê como ameaça ou obstáculo. Somente quando aprendermos novamente a dirigir o nosso olhar para o Céu, brilhará também a terra em todo o seu esplendor. Só quando dermos vida às grandes esperanças dos nossos ânimos com a ideia de um eterno estar com Deus, e nos sentirmos novamente peregrinos a caminho da Eternidade, em vez de nos apegarmos a esta terra, só então os nossos anseios irradiarão para este mundo para que tenha também ele esperança e paz.

Por tudo isto, demos graças a Deus neste dia porque nos deu esse Santo, que nos fala de recolhimento com Ele; que nos ensina a prontidão e a obediência e a atitude dos caminhantes que se deixam dirigir por Deus; e que, por isso mesmo, nos diz a maneira de servir igualmente a nossa terra. Imploremos a graça para que, mostrando também nós vigilância e prontidão, sejamos um dia recebidos por Deus, que é o nosso autêntico destino de caminhantes.

Card. Joseph Ratzinger (Bento XVI) Roma, 19.3.1992

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